No último dia 21 de setembro, Tiê desembarcou em Vitória para uma única apresentação ao lado da banda capixaba “Clube Big Beatles” no projeto “Sócio de Carteirinha”.

Por Renatto Manga

Foto: Matheus Soares

O conjunto da obra de Tiê ao cantar Beatles encantou todos “Beatlemaníacos” presentes


O que era inevitável aconteceu! Facilmente Tiê foi desligada do hit “A noite”, que a consagrou em 2014. Seu desempenho ao cantar Beatles deixou perplexos os quase 500 admiradores do quarteto britânico e do Clube Big Beatles.

Com sua voz doce e potente, que une esses dois extremos de maneira singular, a cantora de Perdizes – São Paulo -, cantou oito canções do vasto repertório dos Beatles, entre elas “Let in me”, que abriu sua participação e seguiu cantando “Something” que, curiosamente, é a única música de George Harrison lançada como lado A de um compacto dos Beatles.

Tiê encerrou sua participação cantando “Hello, Goodbye”, composição de John Lennon, lançada em novembro de 1967, atingindo o 2º lugar na Suíça e Austrália e o topo das paradas nos EUA, França, Reino Unido e Noruega.

Bate-Papo

Nossa equipe, além de acompanhar a antepenúltima apresentação do ano 9 do projeto “Sócio de Carteirinha”, teve a honra de entrevistar Tiê, por meio do acadêmico em jornalismo Renatto Manga.

A mãe de Liz e Amora compartilhou da experiência em participar do Rock In Rio, falou da influência da sua avó Vida Alves na carreira artística e da descoberta do vitiligo e o lúpus, dentre outros assuntos.

Bora conferir?

Como foi para você receber o convite para cantar Beatles com o Clube Big Beatles?

– Foi maravilhoso! Adorei o convite, pois surgiu numa fase que eu estou revivendo os Beatles em casa com minhas filhas. Foi muito bom passar o ano pensando na minha participação no projeto “Sócio de Carteirinha”, ouvindo e estudando Beatles.

Já conhecia Vitória?

– Sim! Eu já conhecia Vitória. Por sinal, foi aqui o meu primeiro show profissional com Toquinho, que foi meu grande parceiro e professor musical. Todas as vezes que volto ao Espírito Santo fico muito feliz. Infelizmente não voltei muitas vezes, porém, espero voltar mais.

No último dia 13 de setembro, você e Lucy Alves tiveram a oportunidade de cantar dentro de uma aeronave, num voo especial pelo Rio de Janeiro, como parte da programação do Rock in Rio. Como foi a experiência?

– Foi muito especial o show no avião. Foi muito legal também fazer parte do Rock in Rio. Realmente esse evento é muito significativo para o Rio de Janeiro, para os brasileiros e para nós, artistas. Sem dúvidas, foi uma experiência única na minha carreira.

Ainda falando do Rock in Rio, ocorreu uma homenagem ao mestre João Donato no Palco Sunset do festival na tarde do último dia 16 de setembro, onde você, Emanuelle Araújo, Mariana Aydar e Lucy Alves ganharam a oportunidade de cantar os sucessos do homenageado. Como surgiu o convite e como foi viver esse momento?

– O convite surgiu do Zé Ricardo, que é o curador do palco Sunset. Ele fez esse acordo e o convite para nós quatro. Foi muito bacana, pois temos estilos diferentes, mas deu certo, nos entendemos e realizamos um show numa vibe maravilhosa.

Foto: Alexandre Durão

Lucy Alves, Tiê, Emanuelle Araújo e Mariana Aydar na homenagem a João Donato no Rock in Rio

Muitos ligam seu nome ao de ser neta da pioneira atriz Vida Alves (protagonista do primeiro beijo hetero e gay da TV brasileira), que faleceu no início do ano. Há influências da sua avó na sua veia artística?

– Realmente muitas pessoas ligam meu nome ao da minha avó, isto sempre sai em vários lugares. A influência dela na minha vida artística é total. Ela foi a pessoa que me influenciou desde o começo a seguir, qualquer que fosse, a área artística, não importando se eu fosse cantar, dançar, pintar ou atuar. Ela ficou muito feliz por eu ter seguido a carreira. Ela era minha fã e eu era fã dela.

Antes de lançar seu primeiro EP em 2007, você atuou como modelo, cursou Relações Públicas e até empreendeu um café brechó em São Paulo. Em que momento a música gritou mais alto?

– A música gritou mais alto quando eu tinha 15 anos, quando resolvi estudar música. Com 17 anos, ganhei o Festival do Colégio Objetivo, um grande festival de São Paulo, o FICO. Isso me incentivou mas, mesmo assim, eu continuei estudando Relações Públicas, abri meu Brechó e realizei trabalhos paralelos. Foi em 2004, quando conheci o Toquinho, que realmente larguei tudo para viver da música.

“A dica que tenho é chamá-la de ‘nemteligo’
e levar a vida numa boa.”

Tiê

Foto: Christian Gaul

Foto publicada na Revista Trip, onde a cantora também comentou a respeito da doença no ano passado

No ano passado, em um programa de TV, você compartilhou dois momentos delicados da sua vida: a descoberta do vitiligo e o lúpus, ambas doenças autoimunes. Como é viver com esses distúrbios e o que você orienta para as pessoas que também convivem com eles?

– Acho que, quanto às doenças autoimunes, a gente tem que tentar entender o porquê delas. Acredito, inclusive, que todas as doenças são um pouco autoimunes, mas essas que têm menos explicações, temos que aceitá-las e tentar entendê-las. O vitiligo é uma doença que, muitas vezes, traz um certo preconceito, as pessoas têm um pouco de nojo. A pessoa tem que tentar encará-la da melhor maneira possível e de forma leve pois quanto mais estressada a pessoa fica, piores são os resultados. A dica que tenho é chamá-la de ‘nemteligo’ e levar a vida numa boa.

Por Renatto Manga

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