Entrevista

 

– Já conhecia o Estado do Espírito Santo?

Sim, eu já conhecia o Espírito Santo! Tive o prazer de estar aqui algumas vezes. Cheguei a tocar diversas vezes em Guarapari, na casa de show “Mais”. Show solo, com Buchecha e também com a Perla. Agora estou de volta, aqui em Vila Velha, com a BlackSete.

– Em 2007, momento em que você ficou conhecido do grande público com o hit “Sem ar”, seu nome artístico era somente D’Black. Na sua participação da última edição do “The Voice Brasil” você surge como Vinicius D’Black. Como foi integrar seu nome ao artístico?

Então! Acontecia muito de chegar nos shows e as pessoas perguntarem: “cadê o resto da banda?”, pois achavam que o nome era de uma banda e não de um cantor. Elas pensavam sempre que eu era o vocalista do D’Black e eu sempre dizia: “eu não sou o vocalista do D’Black, eu sou o D’Black”. Assim, acrescentei o Vinicius para resolver isso, e resolveu. Há muita coisa com o nome “black”, muita gente usa o “black”, assim, a mudança também foi uma forma de diferenciar, já que estamos na era da internet, onde cada caractere faz total diferença. Coloquei o meu nome para definitivamente ficar algo único.

– Falando em nome artístico, como surgiu D’Black?

D’Black surgiu, como se fosse D’água. D’Black vem do “black”, que vem da música negra, que vem da raça. Tudo que vem do black está comigo, tem a ver comigo. Especialmente, culturalmente falando.

Foto: TV Globo

Vinicius D’Black e Carlinhos Brown no palco do The Voice Brasil

 

– Seu trabalho hoje conta com milhões de visualizações na internet e uma carreira já conhecida do grande público através de diversos hits. Assim, o que levou você a participar do The Voice Brasil?

Para inovar! Eu tenho uma imagem muito ligada à minha música romântica e era considerado um cantor beirando a MPB, um cantor muito sério. E aí eu passei a fazer um trabalho mais pop, de alguns anos para cá. Na verdade, eu já era um artista pop, mas sempre ficava essa imagem de um artista mais paradão. Eu precisava e queria mudar essa imagem que as pessoas pensavam que era eu. Assim, quando me viram no The Voice, fazendo todo aquele trabalho, eu pude renovar minha carreira, renovar minha imagem, mostrar que eu sou um showman, que danço e canto. Era isso que eu queria mostrar e, graças a Deus, deu tudo certo. Agora o público já espera que eu vá fazer alguma coisa como dançar e tudo mais.

 

– Nesse primeiro semestre de 2018 será lançada uma música sua em parceria com seu técnico no The Voice Brasil, Carlinhos Brown. Fale mais a respeito desse encontro musical.

A música ainda não foi escolhida. A gente está trabalhando ainda, escolhendo, vendo. O The Voice está lançando três músicas: a primeira foi “Incondicional”, que já está na internet, minha música de trabalho atual. A segunda será “48 horas”, que também é uma composição minha com um parceiro, o Chayder, que será lançada agora, possivelmente. E aí, mais para frente, vou gravar com o Brown. Então, nesse primeiro semestre será somente de lançamentos ligados ao The Voice.

– O que o público que acompanha sua carreira pode esperar para 2018 além da parceria com o Brown?

Meus próximos lançamentos seguirão uma linha dançante, uma linha mais pop, que é a perspectiva do meu novo trabalho, trazendo um pouco de Drep, da música negra atual que é o Rip-Rop. Será bem legal, porque é um novo lado que eu ainda não mostrei.

 

Foto: divulgação
Vinicius D’Black vivendo o MC Jonathan no longa “Maré – Nossa História de Amor”

 

– Além da carreira de cantor, poucos sabem da sua paixão pela dança e de suas diversas participações na televisão e até no cinema, no filme “Maré – Nossa História de Amor”. Como surgiu o convite para viver o MC Jonathan no longa?

Na verdade não houve convite. Eu fui participar do corpo de baile e, na fila, alguém perguntou se existia ali alguém que cantava. Eu já estava pré-aprovado como bailarino, mas não tinha a mínima ideia de que eu poderia ser o protagonista do filme. Quando cantei, a direção me deu a oportunidade de interpretar o Jonathan. O desafio foi grande, fui intimado a aprender a atuar em três meses. Fiquei esse período com o preparador e deu tudo certo.

– No início da carreira você tentou integrar a boy band “Broz” e a participar do reality “Fama” que consagrou Vanessa Jackson. Não obtendo êxito nas tentativas, você optou em gravar de forma independente o álbum “Soul brasileiro” em 2005 que marcou o princípio da sua carreira na música. Qual é a sua dica para quem está começando e tem como meta alcançar a visibilidade junto ao grande público?

Eu estava um pouco mais maduro quando gravei. Por mais que eu achasse assim: “Isso não dará certo!”, “Eu vou fazer tudo do meu jeito”, na época eu achava que estava fazendo algo totalmente diferente. Mas tudo o que eu tinha passado me levou àquilo. Eu tinha vivenciado o Brow’s, onde eu fui um dos finalistas. Fiquei entre os 20, entre os mais de 20 mil do reality. Eu vim de um reality. Foi a primeira experiência que eu tive na minha vida com música, no caso, com o grande público, já que eu estudava música na Escola Villa Lobos. Depois veio o “Fama”, onde eu também fui selecionando. Cheguei a ir para São Paulo, e esta foi uma oportunidade muito boa. Porém, eu fiquei muito chateado, pois eu nem fui para a TV. Eu achava assim: no outro eu quase entrei no grupo e nesse eu não consegui ir nem para TV. Então eu fiquei meio frustrado e falei para mim mesmo: vou tentar sozinho. E deu muito certo! Claro, poderia não dar, mas certamente eu continuaria tentando. Eu acho que as pessoas devem continuar tentando, buscando aquilo que faz sentido para elas. Tem que fazer sentido, pois se for simplesmente para parecer com algo que já existe pode ser que você se desmotive no meio do caminho.

 

Por Renatto Manga

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