Coluna de: Alef Jordan.

A zebra das zebras. Assim podemos descrever a Copa de 2018. A Itália, depois de 60 anos, está oficialmente fora da Copa do Mundo.

Após a traumática eliminação dos Países Baixos na primeira fase das eliminatórias europeias, vimos a talvez mais traumática eliminação dos últimos 25 anos.

Desde que a França, em 1994, foi eliminada de forma vexatória (precisava de ao menos um empate em dois jogos para carimbar o passaporte rumo aos Estados Unidos, perdeu ambas as partidas e teve que assistir à Copa pela TV), o mundo não via uma desclassificação tão doída.

O que parecia realidade caiu por água abaixo: a contestada seleção argentina heroicamente – e com três gols de “La pulga atômica” Messi -, venceu os equatorianos em Quito, deu um chega pra lá na zebra e seguiu no mesmo avião que Brasil, Colômbia e Uruguai. A Espanha não deu atenção e deixou os azzurris pra lá, Bélgica e Portugal se classificaram sem olhar para o lado e a Suíça embarcou no mesmo avião que os lusos, entre outros.

O fato é que ninguém esperava que uma das seleções mais vitoriosas da Copa do Mundo, ao lado da Alemanha e abaixo do Brasil, pudesse fazer tão feio a ponto de ter que assistir à competição pela TV tomando cerveja com gosto de lágrima.

A cena mais emblemática da tragédia Italiana é a do goleiro Gianluigi Buffon, um dos maiores goleiros de todos os tempos – se não o maior – chorando durante a entrevista na qual anunciou a sua aposentadoria da seleção, após defendê-la por mágicos 19 anos. Sem dúvida alguma, é uma imagem que corta o coração de todos os fãs do futebol. Uma tragédia, um apocalipse jamais imaginado. Após duas traumáticas participações em Copas do Mundo (eliminada na primeira fase em 2010 e 2014), os italianos estarão ausentes no torneio da Rússia. Lamento profundamente, pois sempre fui muito fã do futebol Italiano, e dói muito escrever sobre a sua eliminação. É isso. Sem mais, só ficará a tristeza em 2018.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here